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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a cirurgia bariátrica

  • 1. A pessoa é obesa só porque come muito?
  • 2. O que o paciente pode esperar como resultado da cirurgia?
  • 3. Existem restrições após a cirurgia?
  • 4. Quando é necessária a cirurgia plástica?
  • 5. Como é feito o acompanhamento após a cirurgia?
  • 6. Quais as doenças associadas à obesidade?
1. A pessoa é obesa só porque come muito?

Se nós observarmos duas pessoas que comem uma mesma quantidade durante 5 anos é possível que uma fique obesa e a outra não. Isto quer dizer que algumas pessoas têm maior facilidade para engordar. Elas têm um metabolismo que favorece a absorção e acúmulo de tudo o que come. No entanto, em lugares onde a comida não é disponível não vamos encontrar pessoas obesas.

2. O que o paciente pode esperar como resultado da cirurgia?

A cirurgia não é um milagre como muitos acreditam, na verdade é uma arma muito poderosa com que uma pessoa pode contar para combater de maneira definitiva a obesidade grave. Após as operações que diminuem o tamanho do estômago, o paciente passa a alimentar-se com uma quantidade bem menor de alimentos saciando a fome rapidamente.

Emagrecer sem ficar com fome após alimentar-se de pouca comida torna tudo muito mais fácil.

O emagrecimento vai ocorrer durante cerca de dezesseis meses, mais rapidamente no início, diminuindo com o passar do tempo. Algumas pessoas vão conseguir o peso ideal e outras vão emagrecer muito, porém sem atingir o peso ideal de tabela. É de se esperar que aquelas que seguem as orientações de não abusar de comidas muito calóricas e de praticar exercícios regularmente tenham resultados melhores.

A perda de metade do excesso de peso já faz com que as doenças associadas à obesidade grave desapareçam ou diminuam de forma significativa. Assim uma pessoa que pese 130 kg e que tenha um peso ideal de 70 kg terá um excesso de peso de 130-70 = 50 kg. Ao perder metade dos 50 kg (25 kg) já estará muito melhor no que se refere às doenças associadas. Após a cirurgia é esperada uma perda média de 70 a 90% do excesso de peso, o que no exemplo acima corresponderia à perda média de 35 a 45 kg.

No entanto não podemos julgar o resultado da operação só pela perda de peso. A qualidade de vida, a auto estima, o desaparecimento de doenças associadas etc…têm uma importância muito grande neste julgamento.

3. Existem restrições após a cirurgia?

No primeiro mês a alimentação será inicialmente líquida, evoluindo aos poucos para uma dieta normal. Para aqueles que foram operados por técnicas que diminuem o estômago, alimentar-se de pedaços grandes de carne é uma restrição para o resto da vida. Pedaços pequenos de carne vermelha, carne moída, frango e peixes serão muito bem aceitos.

Os alimentos deverão ser bem mastigados e não ingeridos rapidamente, o que para muitos é uma mudança de hábitos.

4. Quando é necessária a cirurgia plástica?

A maioria dos que são operados vão necessitar de correção plástica uma vez que após a perda de gordura a pele não retrai inteiramente, ficando flácida. Algumas pessoas, principalmente os mais jovens, têm uma elasticidade grande da pele possibilitando que após o emagrecimento a cirurgia plástica seja dispensável.

As correções mais comuns são de mama e abdome. Alguns vão necessitar também de correção em coxas e braços.

5. Como é feito o acompanhamento após a cirurgia?

O tempo de internação hospitalar é, na maioria dos casos, de dois dias.

Até o 9º dia, existe um contato telefônico diário com o cirurgião .No 9º dia o dreno é retirado no consultório e prescrito, pelo cirurgião, a dieta dos primeiros 30 dias.

No 30º dia é realizada nova consulta com o cirurgião. Uma consulta com a nutricionista após 30 dias da operação é fundamental.

Alguns pacientes podem necessitar de acompanhamento de profissional de outra especialidade como psicólogo, fisioterapeuta, cardiologista, endocrinologista, pneumologista, etc…Isto deverá ser realizado de comum acordo sendo importante que os profissionais das diversas especialidades estejam atuando em conjunto.

Exames de sangue deverão ser realizados de 3 em 3 meses, de rotina, durante o primeiro ano.

O comparecimento nas reuniões que são realizadas trimestralmente no Pavimento de Convenções do Prédio RB1 (Av. Rio Branco, 1, RJ) com outros pacientes e familiares é fundamental para tirar dúvidas e contribuir para esclarecer as dúvidas de outros pacientes. Esta reunião é também importante para que a equipe de saúde que presta o atendimento possa perceber alguma necessidade de apoio e tratamento dos pacientes.

6. Quais as doenças associadas à obesidade?

As doenças associadas à obesidade são também chamadas de comorbidades. São elas a
hipertensão arterial (pressão alta), a artereoesclerose (placas que se formam nas artérias), a diabetes, a artrite, os distúrbios de ventilação pulmonar, a apnéia do sono (parada de respiração durante o sono), a embolia pulmonar (coágulo que se solta de veia dos membros inferiores e vai entupir o pulmão), a esteatose hepática (gordura acumulada no fígado), a colelitíase (formação de pedras na vesícula), as varizes de membros inferiores, a trombose profunda (entupimento da veia profunda dos membros inferiores), ovários policísticos, a amenorréia (ausência de menstruação),a infertilidade, o câncer de endométrio (parte interna do útero), o câncer de mama, o câncer de próstata, o câncer de colon (do intestino), os acidentes automobilísticos (após dormirem no volante) e problemas psicossociais.

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